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Entenda o seguro de crédito

Perguntas frequentes

• Uma empresa com baixo índice de inadimplência precisa contratar seguro de crédito?

• Qual a diferença entre o risco de crédito de um banqueiro e de uma seguradora de crédito?

• O que acontece quando ocorre a falência de um devedor?

• A empresa pode contratar seguro de crédito apenas para compradores que sinalizam risco de inadimplência?

• A seguradora de crédito precisa saber a identidade de todos os compradores de seus clientes e os limites de crédito concedidos?

• Como a seguradora de crédito cobre seu risco?

• Como é calculado o limite de crédito?

• O que diferencia o seguro de crédito à exportação?

 

Uma empresa com baixo índice de inadimplência precisa contratar seguro de crédito?

Bons pagadores são bem-vindos, porém não estão vacinados contra situações adversas. A promessa de pagamento em dia pode ser resumida com o velho ditado: “colocar fechadura depois da porta arrombada”. Ao contratar o seguro de crédito, a empresa tem a garantia de que eventuais perdas estarão cobertas e serão indenizadas no prazo estipulado na apólice.

O produto oferece vantagens adicionais, como redução da provisão para devedores duvidosos e aumento da liquidez, já que o “contas a receber” da empresa estará garantido. Além disso, a despesa com o seguro é dedutível do Imposto de Renda e Contribuição Social.

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Qual a diferença entre o risco de crédito assumido por um banqueiro e por uma seguradora de crédito?

São as diferenças fundamentais entre atividades bancárias e de seguros. As relações contratuais são diferentes e o risco assumido também. A seguradora de crédito garante uma empresa contra a inadimplência de devedores, mediante a emissão de uma apólice com coberturas adequadas ao tipo de negócio e risco.

A seguradora corre o risco de inadimplência de terceiros, ao assumir o risco do credor original que tiver contratado o seguro. O banco empresta dinheiro e corre o risco de não receber de volta se o devedor for mal avaliado. Um banco, inclusive, pode contratar seguro de crédito para se proteger desse risco.

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O que acontece quando ocorre a falência de um devedor?

A razão mais comum de inadimplência é um comprador/devedor falir antes de quitar suas dívidas. A empresa que financia seus clientes deve contratar uma apólice de seguro de crédito para garantir o pagamento.

Falência, ou seu equivalente em função de competição, é uma causa reconhecida de sinistros nesse tipo de seguro e desencadeia o início do processo de reclamações judiciais e cobranças.

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A empresa pode contratar seguro de crédito apenas para compradores que sinalizam risco de inadimplência?

Existem empresas que não estão preocupadas com a falta de pagamento de seus compradores a crédito, em geral, mas apenas com um pequeno número de grandes compradores que poderiam e não quereriam pagar.

Apólices de seguro de crédito podem ser elaboradas para garantir apenas riscos de perdas excepcionais, sem incluir todos os créditos que a empresa tem.

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A seguradora de crédito precisa saber a identidade de todos os compradores de seus clientes e os limites de crédito concedidos?

Seguradoras de crédito não precisam ser informadas sempre sobre a identidade de todos os compradores ou devedores dos clientes da empresa segurada (especialmente os de menor porte).

Em geral, a avaliação do risco de crédito dos segurados resulta em um limite de crédito coberto pela apólice. Qualquer exposição superior a esse limite deve ser informada, por escrito, à seguradora para confirmação de novo limite de crédito.

As seguradoras de crédito nem sempre têm conhecimento exato do uso do limite de crédito garantido, embora a utilização média seja conhecida. Porém, o alto risco de exposição é monitorado rigorosamente.

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Como a seguradora de crédito cobre seu risco?

Análise financeira sofisticada e técnica de gestão de dados são fundamentais no seguro de crédito em operações globais, que exige prestação de serviços de escala. As seguradoras têm equipes especializadas, no país e no exterior, se for o caso, para avaliar a situação financeira dos compradores de seus segurados diariamente.

O risco é diluído por meio de técnicas de seguro e partilha de risco, transferindo uma parte maior ou menor de risco para uma resseguradora. Técnicas de seguro são utilizadas para diminuir o risco e evitar o risco moral e a seleção adversa. São técnicas que garantem uma taxa de seguro (prêmio) adequada, regionalmente, além da avaliação de setores, gestão dinâmica de risco, acordos de partilha de risco e cobrança de dívidas.

O risco moral, na teoria microeconômica, é o comportamento de uma pessoa ou empresa que diminui os cuidados em relação a suas ações após contratar um seguro para cobrir os riscos relativos a essas ações. Por exemplo, uma fábrica de plásticos que descuida da manutenção dos equipamentos e do sistema de prevenção a incêndio.

Por terem que assumir o risco moral, as seguradoras podem precisar reajustar o preço das apólices se aumentar a frequência de ocorrência de incêndios. Nesse caso, haveria a seleção adversa – denominação dada pela teoria econômica –, isto é, as empresas mais prudentes serão prejudicadas pela elevação do seguro.

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Como é calculado o limite de crédito?

As seguradoras estabelecem um limite de crédito para cada comprador do segurado, o qual terá um teto (valor máximo) para financiar suas compras. O limite poderá ser um valor mais baixo se houver alguma indicação de risco maior.

O limite de crédito garantido é a linha de crédito máximo segurado para um comprador específico, e as empresas seguradas podem negociar sobre uma base segurada dentro do limite de crédito aprovado no período de vigência da apólice, sem consulta à seguradora. Esta não precisa aprovar exposições até o limite de crédito acordado, porém a cobertura se baseia na experiência de pagamento do tomador.

A seguradora tem o direito de reduzir ou cancelar um limite de crédito concedido a qualquer tempo se houver informações negativas. Isso permite reduzir, em tempo hábil, a exposição ao risco de inadimplência. No entanto, novo limite de crédito poderá ser concedido para todos os clientes do segurado, depois da data em que a seguradora decidiu reduzir ou cancelar um limite.

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O que diferencia o seguro de crédito à exportação?

O seguro de crédito cobre os riscos de pagamentos resultantes da comercialização no mercado externo de bens e serviços feita pelas empresas. Se o segurado decide segurar apenas suas exportações, ou seja, seu comércio com compradores localizados em países que não o seu, a cobertura é chamada de seguro de crédito à exportação.

Há muitos riscos adicionais quando o pagamento é devido por um comprador de outro país. É mais difícil não só determinar a solidez financeira e econômica atual do comprador, como também prever situações que podem impedir o pagamento, como motins, guerra, restrições de câmbio ou mudanças nos regulamentos de importação.  Uma apólice de seguro de crédito à exportação aborda todos estes e outros riscos.
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