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Entenda o seguro viagem

Faça uma viagem segura

• O que é?

• Quais são as coberturas básicas do seguro viagem?

• Nas viagens ao exterior as coberturas obrigatórias são mais numerosas?

• Doenças preexistentes são cobertas pelo seguro viagem?

• Que outras coberturas existem seguro viagem?

• Quais são as características do seguro para viagens a serviço da empresa?

• Quais são os tipos de seguro viagem que existem?

• Como saber que coberturas são imprescindíveis?

• Qual a diferença do seguro para viagens no Brasil e para o exterior?

• Quanto custa?

• Quais são os limites do seguro viagem?

• Os países europeus exigem seguro saúde dos turistas?

• A partir de quando o seguro viagem é válido?

• Qualquer pessoa pode contratar um seguro viagem?

• Quem pode ofertar seguro viagem?

• Qual a diferença entre seguro e assistência de viagem?

• Quais são os riscos que o seguro viagem não cobre?

O sistema público de saúde do Brasil oferece assistência médica no exterior?

• Como procuro atendimento do seguro durante a viagem?

• Quanto tempo leva para a seguradora ressarcir o que eu gastei?

• Quais são os documentos solicitados para indenização ou reembolso?

 

O que é?

O seguro viagem garante ao segurado indenização no caso da ocorrência de riscos cobertos durante período da viagem, que engloba embarque, permanência e retorno do viajante. Há produtos para todos os destinos – no Brasil e no exterior –, adequados a todos os perfis de turistas e de profissionais que viajam a trabalho.

As normas em que se baseia o seguro viagem foram recentemente alteradas pelo Conselho Nacional de Seguros Privados por meio da Resolução CNSP n° 315, de 26/09/2014. As seguradoras tiveram inicialmente até 12 meses para adequarem suas ofertas as novos parâmetros. Porem , com a Resolução CNSP n° 329, de 22/09/2015 o prazo foi estendido  em mais 180 (cento e oitenta) dias. Entretanto, a citada Resolução vedou durante esses 180 dias a contratação e a renovação dos planos de seguro viagem não adaptados à Resolução CNSP n.º 315 por período de vigência superior a um ano.

Assim, somente quem viajar depois de março de 2016 se deparará com as condições contratuais plenas estipuladas pela norma de set. de 2014.Tais mudanças implicam que o seguro deixa de ser basicamente de acidentes pessoais (cobertura de morte e invalidez permanente por acidente) e passa a oferecer necessariamente maior gama de proteções.

O preço é atraente e varia de acordo com as coberturas contratadas e o número de dias da viagem. A indenização é limitada ao valor do capital segurado e pode ocorrer na forma de pagamento deste valor, por reembolso de despesas ou ainda via prestação de serviços.

Provavelmente você arrumou as malas com antecedência, pesquisou informações sobre as condições climáticas da cidade ou país para onde vai, fez uma programação cuidadosa, com reserva de hotéis, mapas, dicas de amigos, compromissos agendados, etc.

Mesmo que você tenha cuidado dos mínimos detalhes, imprevistos acontecem, mas seus impactos podem e devem ser reduzidos. Esse seguro oferece serviços práticos, a custo relativamente baixo, cerca de 5% do valor da viagem.

Ainda que a participação do seguro viagem no mercado de seguros seja pequena a maior procura pelo produto registra forte crescimento nos últimos anos, principalmente devido ao aumento de viagens ao exterior.

De 2005 a 2013, a venda do seguro viagem decuplicou ao passar de R$ 9,5 milhões para R$ 95 milhões, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

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Quais são as coberturas básicas do seguro viagem?

O seguro viagem tem que oferecer, obrigatoriamente, proteção para, pelo menos uma das seguintes coberturas básicas:

  • Despesas médicas, hospitalares e/ou odontológicas em viagem nacional (DMHO em viagem nacional) – indenização das despesas médicas, hospitalares e/ou odontológicas derivadas de acidente pessoal ou enfermidade súbita e aguda ocorrida durante o período de viagem nacional e uma vez constatada a saída do segurado de sua cidade de domicílio.

 

  • Despesas médicas, hospitalares e/ou odontológicas em viagem ao exterior (DMHO em viagem ao exterior) – indenização das despesas médicas, hospitalares e/ou odontológicas decorrente de acidente pessoal ou enfermidade súbita e aguda ocorrida durante o período de viagem ao exterior e uma vez constatada a saída do segurado país de domicílio.

 

  • Traslado de corpo – indenização das despesas com a liberação e transporte do corpo do segurado do local da ocorrência do falecimento até o domicílio ou local do sepultamento, incluindo-se nestas despesas todos os procedimentos e objetos imprescindíveis ao traslado do corpo. Esta cobertura não pode ser contratada isoladamente.

 

  • Regresso sanitário – indenização das despesas com o traslado de regresso do segurado ao local de origem da viagem ou de seu domicílio caso este não se encontre em condições de retornar como passageiro regular por motivo de acidente pessoal ou enfermidade cobertos pelo seguro. Esta cobertura deve englobar, quando requisitado por médico responsável pelo atendimento, mais de uma remoção.

 

  • Traslado Médico – indenização das despesas com a remoção ou transferência do segurado até a clínica ou hospital mais próximo em condições de atendê-lo, por motivo de enfermidade ou acidente pessoal cobertos pelo seguro.

 

  • Morte em viagem – pagamento do capital segurado aos beneficiários do segurado, de uma única vez ou sob a forma de renda, em caso de falecimento do segurado por causas naturais ou acidentais durante o período de viagem.

 

  • Morte acidental em viagem – pagamento do capital segurado aos beneficiários, de uma única vez ou sob a forma de renda, em caso de falecimento do segurado, apenas por acidente pessoal ocorrido durante o período de viagem.

 

  • Invalidez permanente total ou parcial por acidente em viagem – indenização em caso de perda, redução ou impotência funcional definitiva, total ou parcial, dos membros ou órgãos definidos no contrato em decorrência de lesão física sofrida pelo segurado provocada apenas por acidente pessoal ocorrido durante o período de viagem.

Quando contratadas as coberturas DMHO nacional e exterior, o seguro deve conter obrigatoriamente a cobertura de Traslado Médico.

Não poderá ser denominado “seguro viagem” o contrato que ofereça coberturas básicas cujos sinistros sejam causados exclusivamente por acidentes pessoais. 

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Nas viagens ao exterior as coberturas obrigatórias são mais numerosas?

Sim. As coberturas para translado de corpo, regresso sanitário, translado médico e despesas médicas, hospitalares e/ou odontológicas (DMHO) são de contratação obrigatória nos seguro de viagens ao exterior.

Além disso, a cobertura de DMHO em Viagem ao Exterior deverá, obrigatoriamente, cobrir eventos ocorridos durante a viagem ocasionados por acidente pessoal ou enfermidade súbita e aguda, sendo proibida a oferta da cobertura exclusivamente para eventos causados por acidentes pessoais.

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 Doenças preexistentes são cobertas pelo seguro viagem?

Depende. No caso das coberturas de despesas médicas, hospitalares e/ou odontológicas (DMHO) é obrigatória a cobertura de episódios de crise ocasionados por doença preexistente ou crônica do segurado quando gerarem quadro clínico de emergência ou urgência e limitadas às despesas necessárias à estabilização do seu quadro clínico que lhe permita continuar viagem ou retornar ao local de sua residência.

O seguro define emergência como a situação em que o segurado necessita de atendimento imediato, pois corre risco de morte; e urgência, como a situação em que o segurado necessita de atendimento, mas pode aguardar o atendimento de casos emergenciais.

No caso das demais coberturas do seguro viagem, as doenças preexistentes podem ser risco excluído, mas, neste caso, é necessário que a seguradora exija do segurado o preenchimento de declaração de saúde. Se ela não exigir, tais doenças estarão automaticamente cobertas.

É importante lembrar que o seguro define como “doença preexistente” a de conhecimento do segurado, mas não declarada na proposta de contratação.

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Que outras coberturas existem no seguro viagem?

Os contratos de seguro viagem podem, facultativamente, oferecer as seguintes coberturas adicionais:

  • Bagagem – indenização em caso de extravio, roubo, furto, dano ou destruição da bagagem, devidamente comprovados.

 

  •  Funeral – indenização das despesas com o funeral em caso de falecimento do segurado ocorrido durante o período de viagem.

 

  • Cancelamento de viagem – indenização das despesas não reembolsáveis com a aquisição de pacotes turísticos e/ou serviços de viagens, como transporte e hospedagem, se o segurado ficar impedido de viajar ou continuar viajando.

 

  • Regresso antecipado – indenização das despesas com o traslado de regresso do segurado ao local de domicílio ou origem da viagem, ocasionado por evento coberto.

Outras coberturas adicionais podem ser oferecidas desde que relacionadas com a viagem. O cardápio de opções é diversificado, com ampla abrangência, de acordo com o perfil do viajante e o destino da sua viagem, seja no Brasil ou no estrangeiro. Há planos para quem viaja sozinho com frequência, para a família e para executivos a trabalho.

As importâncias garantidas pelo seguro viagem só são pagas quando acontecem imprevistos que têm a proteção da cobertura que você contratou e de acordo com os valores de indenização que constam na apólice

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Quais são as características do seguro para viagens a serviço da empresa?

Se você viajar frequentemente pela empresa na qual trabalha, saiba que existem planos executivos com múltiplas proteções que podem ser contratadas pelo prazo de um ano.

Quando o seguro é destinado a diretores, empregados e estagiários que viajam regularmente a serviço da empresa, esta costuma contratar o seguro por meio de uma apólice aberta, com prazo de um ano, para a inclusão de todas as viagens. A seguradora deverá ser informada sobre as viagens no mês que antecede a sua realização.

A cobertura do seguro contratado por uma empresa para seus executivos e funcionários pode ser restrita ao território nacional ou incluir, também, o exterior, conforme indicado na apólice.

Na contratação desse seguro especificamente é a empresa que decide sobre as coberturas desejadas, a delimitação geográfica e a fixação das importâncias seguradas, além da proteção para os riscos de morte e invalidez permanente. Os valores de eventuais indenizações (importância segurada) costumam ser calculados com base em múltiplos dos salários dos segurados, podendo fixar limites mínimo e máximo.

 

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Quais são os tipos de seguro viagem que existem?

Existem planos individuais e empresariais, isto, é a contratação pode ser pessoal, feita por você, ou pela empresa na qual trabalha.

No caso de a compra ser individual, você pode procurar  uma seguradora, por meio do seu corretor. As operadoras e agências de viagem costumam oferecer planos já incluídos em seus pacotes, geralmente por intermédio de um convênio com seguradoras.

As empresas, por sua vez, podem contratar um seguro por prazo determinado para um executivo que irá representá-la numa viagem de negócios e precisa estar sempre segurado.

As modalidades do seguro se dividem de acordo com o destino e objetivo da viagem, além do meio de transporte. A partir desses critérios, existem planos nacionais, internacionais, para estudos, corporativos e marítimos. Havendo, ainda, planos para quem pratica esportes radicais ou de alto risco. Cada uma das modalidades tem coberturas específicas e outras que são comuns. 

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Como saber que coberturas são imprescindíveis?

As coberturas básicas estão associadas a diversas outras coberuras, mas nem sempre todas serão necessárias.

Se você for praticar esportes de inverno, por exemplo, há coberturas para todas as modalidades. Existem, também, planos desenhados especificamente para quem pratica esportes arriscados, como alpinismo e mergulho.

No caso de intercâmbio ou de cursos no exterior, são oferecidos seguros com preços bastante reduzidos por se destinarem a períodos mais longos. Para quem viaja em cruzeiro, no Brasil e no exterior, também existe um seguro específico, com cobertura para atendimento médico nos navios, onde os custos extras são altíssimos.

Consulte o seu corretor de seguros, uma seguradora e a agência de viagens sobre o plano de cobertura mais adequado ao seu perfil e à sua viagem.

 

 

 

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Qual a diferença do seguro para viagens no Brasil e para o exterior?

Para os trajetos no território nacional, o seguro pode ser contratado desde que a distância mínima seja de 100 quilômetros entre o município onde você mora e o destino final. O prêmio é pago em reais.

O seguro para viagens internacionais costuma ser calculado em dólares, mas algumas seguradoras, inclusive de grande porte, faturam em real.

Empresas podem contratar para seus executivos que viajam frequentemente seguros com garantia de indenização de valores mais altos, como de US$ 100 mil a US$ 1 milhão para despesas médico-hospitalares de emergência, a um custo em torno de R$ 600, 00, por ano, podendo chegar a US$ 443,00, com 90 dias de utilização. Em geral, o limite de idade para executivos é de 65 anos.

 

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Quanto custa?

O custo do seguro é relativamente baixo, O preço (prêmio) depende de quantos dias a viagem vai durar, das coberturas e do valor da indenização a ser contratada.

Para destinos internacionais, o custo fica entre R$ 9,00 e R$ 25,00, por dia. Já para as viagens nacionais, de R$ 2,00 a R$ 4,00, por dia. O prêmio é pago de uma só vez, na maioria das contratações.

Os seguros para executivos e para estudantes que vão passar um ou mais anos no exterior, em geral, podem ser pagos em parcelas.

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Quais são os limites do seguro viagem?

Você precisa ficar atento para as condições do seguro, como o limite de gastos e o número de atendimentos que foram calculados de acordo com o prêmio pago. No caso de você comprar o seguro viagem pela operadora ou agência de viagem, procure saber qual a seguradora que vai emitir a sua apólice, as coberturas oferecidas e as importâncias seguradas.

Pesquise os produtos oferecidos pelas seguradoras e também consulte as operadoras e agências de viagem para comparar preços e benefícios dos planos oferecidos. Uma busca na internet pode ajudar na decisão de compra.

Se você for para um país estrangeiro, procure por uma seguradora que coloque à disposição dos clientes uma central de atendimento em Português. É uma facilidade que acalma num momento de solicitação dos serviços contratados.

Antes de comprar um seguro para uma viagem fora do país, verifique se o atendimento fornecido pelo seu seguro saúde é extensivo ao exterior. Caso não seja, informe-se sobre quanto custa para ampliar a cobertura e quais são os serviços médicos e hospitalares a que você terá direito.

No caso de você ter um seguro de vida ou de acidentes pessoais, reveja suas apólices para conferir quais coberturas foram contratadas e qual a abrangência territorial que garantem.

Alguns cartões de crédito internacionais oferecem um seguro viagem como benefício a seus clientes, desde que comprem a passagem com o cartão. De qualquer forma, é melhor você se informar com a operadora do cartão sobre a cobertura a que você tem acesso e, principalmente, sobre os valores de indenização.

Atenção: alguns países, como Estados Unidos, Austrália, todos da União Européia e outros exigem, no desembarque, a apresentação de comprovante de um seguro viagem com coberturas mínimas. Procure se informar na sua agência de viagens a respeito para comprar um produto que atenda à legislação do país de destino.

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Os países europeus exigem seguro saúde dos turistas?

Inicialmente, cinco países do bloco da Comunidade Europeia (CE) assinaram, em 1985, o Acordo de Schengen que estabeleceu a livre circulação de pessoas no território europeu.

Atualmente os 27 países – Bélgica, França, Alemanha, Luxemburgo, Holanda, Itália, Portugal, Espanha, Grécia, Áustria, Suécia, Noruega, Islândia, Finlândia, Dinamarca, Eslovênia, Eslováquia, Polônia, Malta, Lituânia, Letônia, Hungria, Estônia, República Checa, Suíça, Romênia e Bulgária –, que integram a CE, exigem que turistas comprovem possuir um plano de assistência médica e hospitalar, no valor mínimo de € 30 mil.

Embora não seja um procedimento rotineiro das autoridades aduaneiras, é recomendável não contrariá-las, no caso de exigirem a apresentação do cartão de assistência médico-hospitalar. A falta do documento implica o retorno do turista ao país de origem.

 

 

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A partir de quando o seguro viagem é válido?

A duração das garantias da sua apólice é geralmente limitada ao período compreendido entre a data inicial da viagem, isto é, do primeiro embarque (aéreo, rodoviário ou marítimo) e a data do último desembarque – o dia em que você retornar à sua residência.

O período de cobertura, no entanto, precisa ser definido na contratação do seguro. A proteção deixa de existir quando termina o tempo de duração do seguro, previsto na apólice, mesmo que você prossiga a sua viagem.

As coberturas, cujo evento gerador seja a não ocorrência da viagem segurada devem ter vigência iniciada em data anterior à programada para o início da viagem. E em caso de impossibilidade do retorno do segurado por evento coberto, o prazo de vigência das coberturas se estenderá, automaticamente, até o retorno do segurado ao local de domicílio ou de início da viagem.

Na hipótese de ter ocorrido um acidente e ser necessária a continuidade de tratamento médico quando o segurado retorna à sua casa, a responsabilidade do seguro viagem cessa. Nesse caso, não será possível prorrogar a vigência do seguro nem a contratação de uma nova apólice.

 

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Qualquer pessoa pode contratar um seguro viagem?

Como a apólice do seguro viagem é baseada em condições estabelecidas para os seguros de vida e de acidentes pessoais, algumas seguradoras limitam a contratação a 65 ou 70 anos de idade.

Mas você encontra empresas especializadas que desenvolveram planos específicos para atender a pessoas com idades superiores.

A cobertura para crianças e adolescentes com 14 anos de idade ou menos é limitada apenas para risco de morte acidental e despesas com funeral. O reembolso será feito contra a apresentação das notas originais dos gastos.

Menores com idade inferior a 16 anos, vítimas de invalidez permanente causada por um acidente, precisarão de alvará judicial para o recebimento da indenização, no Brasil. Já para jovens de 16 a 20 anos de idade, a indenização será paga diretamente a eles, acompanhados dos pais ou por um tutor, se for o caso.

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Quem pode ofertar seguro viagem?

As coberturas do seguro viagem somente podem ser providas por sociedades seguradoras autorizadas a operar em seguro de pessoas no Brasil.

No entanto, a oferta e promoção desses seguros ao público podem ser feitas por agências de viagem, companhias de transportes de passageiros, operadoras de cartões de crédito e empresas de serviços de assistência operando em nome das seguradoras.

Estas entidades devem, obrigatória e previamente, estabelecer contrato como representante de seguros nos termos estabelecidos pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).

A atuação dessas entidades como estipulantes de seguros, ou seja, como contratantes em nome de terceiros (grupo segurável), é proibida.

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Qual a diferença entre seguro e assitência de viagem?

No caso da assistência, sempre que houver alguma situação de emergência durante a viagem, o passageiro contará com um pacote de serviços e benefícios garantidos pelo plano sem ter de pagar na frente. Ele apresenta seu cartão de cliente é utiliza os serviços que contratou em uma rede conveniada como – por exemplo – hospitais, clínicas, exames, medicamentos, guias turísticos, informações, entre outros serviços.

A legislação proíbe a comercialização de contrato de assistência com características de seguro bem como a comercialização de seguro viagem de forma acessória a contrato de assistência. 

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Quais são os riscos que o seguro viagem não cobre?

As coberturas do seguro são bem específicas, limitadas ao período da viagem e garantem proteção a danos e prejuízos ocorridos – exclusivamente – por acidentes.

Leia com atenção o contrato para ter conhecimento dos chamados riscos excluídos, que não contam com a garantia de indenização.
 

Riscos excluídos mais comuns

Serviços solicitados diretamente pelo segurado, sem autorização da seguradora, a não ser em casos de gravidade que precisam ser comprovados;

• Despesas com próteses e tratamentos dentários e fisioterápicos que não sejam prescritos pelos profissionais da área médica, devido a lesões provocadas por um acidente durante a viagem;

• Indenização por morte ou invalidez e extravio de bagagem provenientes de acidente aéreo, rodoviário e marítimo;

• Despesas extras de hospital, não incluídas no custo da diária;

• Danos totais ou parciais, violação e extravio de objetos contidos na bagagem, mesmo durante o transporte em companhia aérea, rodoviária ou marítima;

• Bens de uso pessoal ou valor estimativo, joias, dinheiro, cartões de crédito, cheques de viagem, obras de arte, relíquias de família e documentos;

• Segurado com plano empresarial, em viagem de lazer;

• Segurado com plano individual de turismo, em viagem de trabalho;

• Tratamento de doenças epidêmicas, pandêmicas ou endêmicas;

• Despesas médicas e hospitalares decorrentes de atendimento ao segurado que sofreu acidente por realizar atividades de alto risco, sem habilitação para tanto;

• Cirurgias plásticas estéticas;

• Despesas com farmácia, sem que os medicamentos tenham sido prescritos por médico, devido a um acidente;

• Tratamentos médico-hospitalares, odontológicos, fisioterápicos de rotina;

• Desobediência do segurado às instruções orientadas pela Central de Atendimento da seguradora;

• Continuidade de tratamentos médicos e odontológicos, terminada a viagem;

• Tratamentos psiquiátricos.

• Uso e manuseio de material nuclear, acidentes nucleares e semelhantes;

• Atos e operações de guerra, rebelião e tumultos;

• Sinistros decorrentes de fenômenos da natureza, de caráter extraordinário, como inundações, terremotos, erupções vulcânicas, ciclones, furacões, maremotos, queda de meteoritos, etc;

• Lesões e morte causadas por atividade criminosa ou por má-fé do segurado;

• Acidentes ou doenças causadas por consumo de álcool ou drogas;

• Danos e prejuízos causados por imprudência, negligência, imperícia e irresponsabilidade do segurado ao dirigir um veículo.

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O sistema público de saúde do Brasil oferece assistência médica no exterior?

Turistas brasileiros filiados ao INSS podem ter assistência médica gratuita em oito países. O Brasil assinou acordos bilaterais com a previdência social de oito países – Portugal, Espanha, Grécia, Itália, Uruguai, Argentina, Chile e Cabo Verde – que garantem o serviço médico-hospitalar extensivo à família do segurado.

O atendimento médico nos países signatários é feito por médicos e hospitais do serviço público de saúde. Brasileiros residentes em um desses países também podem utilizar esses serviços.

Antes de viajar, você precisa tirar o Certificado de Direito à Assistência Médica Durante Estadia Temporária. O documento pode ser solicitado nas representações estaduais do Departamento Nacional de Auditoria do SUS.

Para requerer o documento, você precisa apresentar passaporte e os três últimos comprovantes de contribuição ao INSS, ou carteira de trabalho, ou contracheques. Para seus dependentes, leve a certidão de casamento e de nascimento dos filhos.

Caso você more no interior e tenha dificuldade de ir à capital do seu estado, onde se localizam as representações do Departamento Nacional de Auditoria do SUS, há o recurso de passar uma procuração simples para alguém que possa solicitar o documento em seu nome.

O INSS garante que o certificado fica pronto em três dias úteis. Não há cobrança de taxa para a sua emissão.

Se durante sua viagem a algum dos países que assinaram o acordo internacional, você precisar de atendimento, procure médicos e hospitais da rede pública de saúde, tendo em mãos o certificado emitido no Brasil.

 

  

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Como procuro atendimento do seguro durante a viagem?

No caso de você utilizar o seguro viagem, deverá entrar em contato o mais rápido possível com a Central de Atendimento que as seguradoras colocam à disposição. Tenha o número do telefone anotado em diversos lugares, junto com seus pertences pessoais.

Algumas empresas aceitam ligações a cobrar, em casos de emergência. Todos os serviços precisam ser comunicados para você ter direito ao pagamento ou ao reembolso das despesas.

Dentro do possível, seja claro nas informações sobre a ajuda que você precisa. Forneça o seu nome, número do certificado individual ou da apólice do seguro, data da viagem, cidade e país (se for o caso) em que se encontra.

Informe ao hospital ou médico que o atender o número do seu documento do seguro e peça o preenchimento, assinado, do formulário médico que dever ter sido fornecido pela seguradora ou agência de viagem.

Guarde sempre o comprovante das despesas pagas para depois solicitar o reembolso. Tudo Sobre Seguros recomenda, também, que você faça cópias do documento do seu seguro viagem como precaução a eventual perda. Leve uma com você e deixe outra com um amigo próximo ou parente.

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Quanto tempo leva para a seguradora ressarcir o que eu gastei?

Para os seguros contratados em seguradora sediada no Brasil o prazo máximo para o reembolso é de 30 dias, depois que você apresentar toda a documentação prevista na sua apólice.

Além dos comprovantes de pagamento do prêmio, os documentos que podem ser pedidos vão variar de acordo com as coberturas contratadas.

Na hipótese de acidente ou doença que tenha provocado a morte ou invalidez do segurado, pode ser solicitada documentação adicional, desde que a seguradora justifique a sua necessidade. Se isso acontecer, novo prazo de 30 dias será contado a partir da entrega dos documentos complementares.

É importante destacar que quando o seguro for contratado por agência de viagem, cartões de crédito ou outro meio, as condições do seguro estabelecem os prazos para o pagamento das indenizações e os documentos exigidos.

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Quais são os documentos solicitados para indenização ou reembolso?

Tudo Sobre Seguros recomenda a guarda pessoal de cópias da documentação entregue à seguradora ou agência de viagem. Para os pedidos de indenização, devem ser encaminhadas cópias autenticadas dos documentos, à exceção do comprovante de residência, que deve ser o original.

Todo pedido de indenização precisa do preenchimento do aviso de sinistro. O formulário, fornecido pela seguradora, deverá ser acompanhado dos seguintes documentos do segurado: identidade, CPF e comprovante de residência.

Conforme a cobertura contratada, os documentos usualmente solicitados, mas que não impedem a seguradora de solicitar outros, desde que relacionados no contrato, são: 

 

Atraso de voo

• cópia da passagem aérea e do cartão de embarque;

• comprovantes originais de despesas com alimentação e hospedagem; e

• declaração da companhia aérea confirmando o atraso.

 

Extravio, roubo, furto, destruição da bagagem ou danos à mala

• aviso de sinistro, relatando as circunstâncias em que ocorreu, data e período da viagem;

• relatório da empresa transportadora responsável que comprove a perda ou dano. Em caso de perda, deve informar o peso da bagagem perdida;

• tíquete de bagagem, original;

• recibo de indenização, fornecido pela companhia aérea, se for o caso, acompanhado de cópia da passagem e cartão de embarque; e

• termo de quitação da indenização paga pela empresa transportadora ou declaração de não ressarcimento;

• boletim de ocorrência policial, na hipótese de roubo ou furto da bagagem.

Atraso na liberação da bagagem

• relatório da empresa transportadora responsável que comprove a perda;

• tíquete de bagagem, original; e

• notas fiscais originais relativas a gastos com compra de roupas e produtos de higiene pessoal.

 

Despesas com farmácia

• receita médica, com a prescrição dos medicamentos e

• notas fiscais originais da compra dos remédios.

 

Cancelamento ou interrupção de viagem

• laudo médico completo ou atestado de óbito, no caso de falecimento de parentes de primeiro grau do segurado;

• comprovante de enfermidade ou acidentes ocorridos com propriedades do segurado;

• comprovantes do valor das multas retidas pela companhia aérea, se for o caso;

• cópia da passagem, quando for usado outro meio de transporte;

• contrato de prestação de serviços dos organizadores da viagem, que devem prever multas em caso de cancelamento; e

• na hipótese de o cancelamento ou interrupção da viagem ter sido causada por acompanhante de viagem do segurado, deverão ser apresentados documentos que atestam que a pessoa, de fato, viajava nessa condição.

 

Assistência Jurídica

• cópia da ocorrência emitida pela autoridade policial da cidade em que aconteceu o acidente;

• cópias dos documentos de defesa ou de audiências em que houve a participação do advogado contratado; e

• recibos originais dos honorários do advogado, com identificação profissional para o exercício da profissão.

 

Fianças e despesas legais

• cópia da ocorrência emitida pela autoridade local, comprovando a prisão ou detenção indevida e

• comprovantes originais do pagamento de fiança ou de custas processuais.

 

Despesas médico-hospitalar, odontológica e de repatriação e remoção médica

• laudo médico atestando o atendimento;

• carta do segurado, relatando o que aconteceu, acompanhada dos dados do certificado individual ou apólice; e

• recibo original de pagamento.

 

Morte acidental

• apólice do seguro individual ou certificado do seguro coletivo;

• aviso de sinistro fornecido pela seguradora, preenchido, sem rasuras, com carimbo, CRM e assinatura do médico;

• certidão de óbito do segurado;

• certidão de casamento ou nascimento do segurado e, se for o caso, averbação do desquite, divórcio ou separação, com data atualizada;

• carteira de identidade, CPF e comprovante de residência do segurado;

• certidão de nascimento, comprovante de residência e CPF, se tiver, dos filhos;

• boletim de ocorrência policial, se for o caso;

• laudo de necropsia do Instituto Médico Legal (IML);

• laudo de exame toxicológico e de dosagem alcoólica;

• inquérito policial ou peças do inquérito, quando se tratar de homicídio, suicídio ou tentativa; e

• carteira de motorista, em caso de acidente de carro, desde que o segurado tenha sido o motorista do veículo.

 

Invalidez permanente total ou parcial por acidente

• apólice do seguro individual ou certificado do seguro coletivo;

• aviso de sinistro assinado pelo médico;

• declaração do médico que assistiu o segurado, informando a data do diagnóstico inicial da doença, alta definitiva, tratamento usado e grau de invalidez, com firma reconhecida;

• declaração do primeiro atendimento hospitalar;

• exames e laudos médicos que confirmem a invalidez permanente;

• certidão de casamento;

• certidão de nascimentos dos filhos beneficiários;

• Boletim de Ocorrência policial e/ou Comunicação de Acidente do Trabalho, se este for o caso;

• laudo do IML, se for realizado;

• laudo de dosagem alcoólica e/ou toxicológico, se for realizado;

• carteira de motorista, em caso de acidente de carro, desde que o segurado tenha sido o motorista do veículo; e

• documentos pessoais do segurado (carteira de identidade, CPF e comprovante de residência).

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