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Entenda o seguro residencial

Aconteceu um sinistro...

• Como eu solicito a indenização?

• Quais são os documentos básicos que eu devo apresentar?

• Como a seguradora calcula o valor da indenização?

• Se eu comprar dois seguros residenciais para minha casa, a indenização será maior?

• Qual é o prazo para o pagamento da indenização?

• A seguradora pode se recusar a pagar a indenização?

 

Como eu solicito a indenização?

Qualquer prejuízo que você tiver e que conta com a cobertura do seguro residencial, você deve comunicar ao seu corretor de seguros e à seguradora, com urgência. No menor prazo possível, apresente o aviso de sinistro e o pedido de indenização.

A seguir, peça orientações por escrito do que você deve fazer e siga-as rigorosamente, o que evitará transtornos futuros.
Responsável pela indenização, a seguradora só vai pagar as despesas previstas na apólice e/ou as que tenha autorizado, por escrito.

Dependendo do dano, a utilização desse seguro varia conforme as coberturas que você contratou.

Os procedimentos para você receber a indenização devem estar detalhados na sua apólice, com a relação dos documentos exigidos para cada tipo de cobertura.

No caso de incêndio, você deve fazer uma indicação pormenorizada dos bens destruídos e dos valores correspondentes aos prejuízos.

Recorra ao levantamento que você fez, cuidadosamente, antes de contratar o seguro. Se você seguiu a orientação do Tudo Sobre Seguros, possui uma cópia de segurança em outro local que não a sua casa e outra anexada ao contrato na seguradora.

A companhia de seguros deve enviar ao local um técnico para fazer a perícia. Por isso, antes do laudo estar pronto você não deve contratar nenhuma empresa para começar a fazer a recuperação do imóvel.

É provável que a seguradora peça que você apresente três orçamentos de empresas diferentes, sendo que a indenização será paga pelo de menor valor.

Depois que a recuperação da sua residência for feita, conserve os bens danificados, se possível, porque estes pertencem à seguradora.

Não se esqueça de verificar, no momento da comunicação do sinistro, se há algum serviço de assistência que poderá ser acionado para minimizar os prejuízos sofridos.

Peça ao seu corretor de seguros para acompanhar o processo de indenização na seguradora.

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Quais são os documentos básicos que eu devo apresentar?

A sua apólice deve ter essas informações. A exigência varia de acordo com cada tipo de sinistro.

Em geral, as seguradoras costumam pedir os seguintes documentos, acompanhados do aviso de sinistro, que a empresa fornece, mais os seus documentos de identidade e CPF: 

 

Cobertura básica (incêndio, explosão e queda de raio)

Se os documentos tiverem sido destruídos pelo incêndio, informe à seguradora. Caso contrário, você deverá apresentar:

• laudo de ocorrência do Corpo de Bombeiros ou da Defesa Civil;

• contrato de financiamento do imóvel ou da promessa de compra e venda, com pagamento parcelado, se for o caso;

• planta de localização do imóvel; e

• identificação do imóvel (endereço, inscrição do IPTU, escritura, etc).

 

Coberturas especiais ou acessórias

O limite máximo de indenização definido na apólice corresponde ao teto que a seguradora vai lhe pagar por um ou vários prejuízos previstos numa mesma cobertura.

Em outras palavras, você contratou um valor de indenização de R$ 10 mil e teve prejuízo de R$ 8 mil com um roubo. A seguradora vai pagar os R$ 8 mil necessários para repor os bens que perdeu, mas não os R$ 10 mil.

Dependendo da garantia contratada, você deverá apresentar à seguradora três orçamentos para receber a indenização.

Na hipótese de roubo, a exigência comum a todas as seguradoras é a apresentação do boletim de ocorrência policial.

Algumas empresas informam, nas condições gerais do contrato, que só indenizarão bens materiais roubados quando o crime for realizado por quadrilha, abuso de confiança ou uso de chave falsa.

É comum a exigência da apresentação de notas fiscais, manuais, fotos ou qualquer outra comprovação da existência desses produtos.

No caso de um eletroeletrônico da sua casa ter sofrido avarias por danos elétricos, você deve comunicar ao seu corretor ou seguradora para receber autorização para levá-lo a uma oficina.

Se o aparelho tiver conserto, poderão ser pedidos três orçamentos. A indenização será paga pelo menor valor.

Supondo que o dano seja irrecuperável, a seguradora pode solicitar a apresentação de alguma comprovação do eletroeletrônico para a substituição por um novo.

Depois que a recuperação da sua residência ou do conteúdo da sua casa for feita, conserve os bens danificados, porque estes pertencem à seguradora.

Algumas seguradoras exigem que você apresente manuais, notas fiscais, fotos ou alguma comprovação da existência dos objetos furtados.

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Como a seguradora calcula o valor da indenização?

Você será indenizado até o valor máximo que contratou para cada cobertura.

Quando se tratar da reconstrução do imóvel, destruído por fogo, raio ou explosão, o cálculo será baseado no custo do metro quadrado, conforme o padrão de construção.

A indenização, nesse caso, não inclui o custo do terreno, porque sobre este será refeita a sua residência.

Se houver perda total da sua residência e pertences, o limite máximo de indenização vai corresponder ao valor da avaliação do seu imóvel, determinado na apólice

 

Deduções

O cálculo da indenização vai levar em conta o custo de reposição ao preço corrente do dia e local do sinistro, diminuindo a depreciação pelo uso, idade e estado de conservação do imóvel.

Alguns contratos preveem que o valor de avaliação do seu imóvel poderá ser pago integralmente, desde que seja superior ao custo de reconstrução e reposição dos bens, além de a conclusão das despesas e obras acontecer no prazo de 180 dias.

As seguradoras limitam indenizações, sem aplicar os critérios de depreciação, anos de uso e localização, a duas vezes o valor de novo do imóvel.

Mas se o sinistro ocorrido no seu imóvel também atingir a residência de vizinhos e se você contratou o seguro de responsabilidade civil, a indenização prevista para essa cobertura é independente do valor de avaliação da sua casa. Porém, a garantia de responsabilidade civil depende da comprovação, como o nome diz, de que você foi responsável pelo dano ao imóvel alheio.

Ou seja, os danos causados à propriedade de outras pessoas serão pagos até o montante de indenização que você contratou.

Os danos aos bens materiais da sua casa que foram segurados são indenizados seguindo parâmetros semelhantes ao do imóvel, isto é, mediante a aplicação de uma tabela de depreciação.

 

Exemplo de tabela de uma grande seguradora:

 

 

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Se eu comprar dois seguros residenciais para minha casa, a indenização será maior?

Você pode contratar duas apólices para um único imóvel, mas não quer dizer que vai receber dobrado, em caso de acidente.

O prejuízo continuará sendo um só e a indenização será paga por ambas as seguradoras, proporcionalmente.

 

Exemplo 1

Duas apólices cobrem danos causados por vendaval, ciclone, tornado, furacão e granizo, com montantes de indenização e condições contratuais diferentes.


 
O segurado teve prejuízos de R$ 8.000,00 nesta cobertura.

Apólice 1: limite de indenização = R$ 3.000,00 (sem franquia)

Apólice 2: limite de indenização = R$ 5.000,00 (com franquia de R$ 300,00)

 

O prejuízo do segurado está coberto pelas duas apólices, mas será dividido, proporcionalmente, entre as duas seguradoras, da seguinte maneira:

Apólice 1: indenização = R$ 3.000,00

Apólice 2: indenização = R$ 5.000,00 – R$ 300,00 = R$ 4.700,00

Total da indenização a ser paga pelas duas apólices: R$ 3.000,00 + R$ 4.700,00 = R$ 7.700,00

 

Exemplo 2

Duas apólices cobrem danos causados por vendaval, ciclone, tornado, furacão e granizo, com montantes de indenização e condições contratuais diferentes.

 
O segurado teve prejuízos de R$ 6.000,00 nesta cobertura.

Apólice 1: limite de indenização = R$ 3.000,00 (sem franquia)

Apólice 2: limite de indenização = R$ 5.000,00 (com franquia de R$ 300,00)

 

O prejuízo do segurado será dividido, proporcionalmente, entre as duas seguradoras, da seguinte maneira:
 
Apólice 1

O limite de indenização da Apólice 1 é dividido pela soma dos valores máximos de indenização das duas apólices (descontada a franquia). O resultado é multiplicado pelo valor do prejuízo. Ou seja:

 

 

Indenização a ser paga pela Apólice 1: R$ 2.337,70

 

Apólice 2

 

Indenização a ser paga pela Apólice 2: R$ 3.662,30

 

Total da indenização a ser paga pelas duas apólices: R$ 2.337,70 + R$ 3.662,30 = R$ 6.000,00

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Qual é o prazo para o pagamento da indenização?

O prazo para você receber a indenização é de 30 dias. Se a seguradora demorar mais do que esse tempo, terá que pagar juros e multa, além de corrigir a importância que lhe é devida. Esses critérios, contudo, têm que constar no contrato.

Mas a contagem do prazo pode ser suspensa, quando a seguradora solicitar novos documentos para esclarecer dúvidas na análise das informações sobre o sinistro.

Lembre-se de que esse questionamento precisa ser muito bem fundamentado para não se transformar num pretexto para retardar o pagamento da indenização.

Verifique na sua apólice os documentos exigidos para cada uma das coberturas que você contratou. Já é meio caminho andado para agilizar a indenização.

Recorra a seu corretor para acompanhar o processo e, se houver necessidades urgentes, peça adiantamento da parte da indenização que já estiver reconhecida como devida. 

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A seguradora pode se recusar a pagar a indenização?

Sim, em circunstâncias bem específicas:

• prejuízo causado por culpa grave ou dolo do segurado;

• reclamação de indenização fraudulenta ou de má-fé;

• declarações falsas, inexatas ou com omissão de circunstâncias que possam influir na aceitação da proposta de seguro ou no valor do prêmio; e

• reparos a produtos segurados que foram danificados, sem antes ter autorização da seguradora. A única exceção é para casos de destelhamento, inundação ou alagamento, com gastos limitados a um percentual do valor da indenização contratada e após o preenchimento do aviso de sinistro.

 

Preste atenção às condições da apólice contratada, especificamente às questões relacionadas com prêmio, pagamento e fracionamento (parcelamento).

Se acontecer um sinistro e existirem parcelas vencidas e não pagas, você terá direito ou não à indenização. Dependerá, ainda, do número de parcelas e da data em que o sinistro ocorrer.

No caso de perda total e havendo parcelas a vencer, a seguradora pode pagar a indenização, deduzindo as prestações que ainda não foram quitadas.

Quando há atraso no pagamento do prêmio / parcelas, as seguradoras enviam aviso de cancelamento do seguro por falta de pagamento. No entanto, se houver algum prêmio pago, a vigência (período de validade) da apólice (período de validade) será proporcional ao valor quitado em relação ao custo total do seguro. Nestes casos, as chances de você perder a indenização são bem altas, dependendo das condições da apólice, circunstâncias e datas.

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