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Mercado de seguros regulados pela SUSEP: desempenho em jan./out. de 2016

Faturamento 2016

201620152014 2013 2012

Arrecadação:

Segundo a SUSEP, em jan./out. de 2016, o faturamento do mercado de seguros regulado pela autarquia atingiu R$ 189,3 bilhões, o que representou aumento nominal de 7,8% sobre o volume no mesmo período de 2015.

 Dado que a inflação acumulada em 2016 (IPCA) em relação à acumulada em 2015 foi de 9,2%, infere-se que houve decréscimo real da arrecadação de 1,3%. Tal desempenho foi marcadamente diferenciado entre os grandes grupos – produtos de acumulação, produto de risco em seguros de pessoas, seguros gerais e capitalização.

 A arrecadação bruta de produtos de acumulação mostrou, em jan./out. de 2016, alta de 17,0% sobre jan./out. de 2015, sendo de se destacar o desempenho das contribuições do VGBL individual, que subiram 20,4% no mesmo período. As contribuições ao PGBL e a planos tradicionais tiveram variação de -1,9% e de -4,4%, respectivamente no período.

 Os prêmios de seguros de vida individual, vida coletivo e prestamista tiveram variações de 29,4%, 1,8% e -8,5% nesta ordem. Assim, os produtos de risco do ramo vida tiveram alta da receita de 4,1% em jan./out. de 2016 sobre jan./out. de 2015, abaixo da expansão dos produtos de acumulação.

 Em termos reais (ou seja, extraindo-se o efeito inflacionário), observa-se que a arrecadação dos seguros de pessoas/ produtos de risco caiu 4,7% em relação ao mesmo período 2015 enquanto a de seguros de pessoas / produtos de acumulação subiu 7,2%.

A arrecadação de prêmios de seguros gerais cresceu apenas 0,1% em jan./out. de 2016 sobre jan./out. de 2015 em função do fraco desempenho da economia. Assim, em termos reais, tal arrecadação mostrou decréscimo de 8,3%.

Dentro desse grupo, o faturamento do ramo mais importante - seguro de automóveis – caiu 3,2% sobre jan./out. de 2015 e o do seguro patrimonial, alta de 1,7%, em jan./out. de 2016 sobre jan./out. de 2015. Em termos reais, as variações foram, respectivamente, de -11,4% e -6,9%.

No âmbito da ANS, as receitas de contraprestações das operadoras médico-hospitalares foram estimadas em R$ 131,4 bilhões em jan./out. de 2016, o que representa 11,7% a mais em relação à receita de jan./out. de 2015, quando as mesmas atingiram R$ 117,7 bilhões. Um avanço de 2,3% em valores reais, já descontada a inflação.

A receita das empresas de capitalização caiu 2,1% em jan./out. de 2016 contra jan./out. de 2015 em termos nominais.

 

 

Sinistralidade e despesas de comercialização dos seguros privados regulados pela SUSEP:

A sinistralidade do mercado de seguros manteve-se no mesmo patamar entre jan./out. de 2015 e jan./out. de 2016. No total do mercado, a sinistralidade foi de 49,2%nos dois períodos. O índice de despesas de comercialização teve alta de 0,2 ponto percentual no mesmo período de comparação.

No grupo de seguros de pessoas, exceto VGBL, a variável subiu, passando de 29,7% em jan./out. de 2015 para 32,5% em jan./out. de 2016, portanto, alta de 2,8 pontos percentuais. O índice de despesas de comercialização (IDC), exceto VGBL, também cresceu com alta de 1,4 pontoo percentual no mesmo período de comparação.

No grupo de seguros gerais, a sinistralidade caiu de 57,0% em jan./out. de 2015 para 55,9% em jan./out. de 2016. O índice de despesas de comercialização (IDC) teve leve recuo de 20,2% para 20,0% entre esses dois períodos. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Demais índices de desempenho das seguradoras reguladas pela SUSEP:

 

 

No conjunto das seguradoras, o resultado das operações com produtos de risco mostrou alta de 0,4% entre jan./out. de 2015 e jan./out. de 2016. Nas operações com previdência, as receitas de contribuições e prêmios, líquidas de resgates, subiram 34,3% no mesmo período de comparação, passando de R$ 998 milhões para R$ 1,34 bilhão, e as rendas com taxas de gestão aumentaram 17,1%. Com isso, o resultado com previdência subiu 0,2%, passando de R$ 3,08 bilhões em jan./out. de 2015 para R$ 3,09 bilhões em jan./out. de 2016.

As despesas administrativas tiveram crescimento de 4,6% entre jan./out. de 2015 e jan./out. de 2016, portanto, abaixo da inflação. O resultado financeiro mostrou alta de 2,3% e o resultado patrimonial caiu 7,8%. Com isso, o lucro agregado do setor teve queda de 8,9% em termos nominais e, dada a inflação média de 9,2% no período (IPCA), queda real de 16,6%.

O patrimônio líquido médio das seguradoras entre janeiro e outubro de 2016 caiu 0,1% em relação ao mesmo período de 2015. Assim, a rentabilidade anualizada do patrimônio líquido das seguradoras caiu, passando de 24,7% em jan./out. de 2015 para 22,5% em jan./out. de 2016.

O  gráfico 1 abaixo mostra a evolução, em termos reais, do resultado financeiro do conjunto das seguradoras, do resultado patrimonial e do lucro líquido, todos acumulados em 12 meses. O gráfico 2 mostra a taxa de retorno do património líquido dessas empresas, também do acumulado em 12 meses.  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Índices de desempenho das EAPC’s:

Nas EAPC’s, a receita com prêmios de seguros e contribuições a planos de aposentadora caiu 8,8%, os custos de aquisição tiveram decréscimo de 53,3% e as despesas administrativas caíram 4,3%, entre jan./out. de 2015 e jan./out. de 2016.

Já, o resultado financeiro foi positivo em jan./out. de 2016. O resultado patrimonial que era em torno de R$ 1,0 milhão em jan./out. de 2015 foi para quase R$ 900 mil em jan./out. de 2016. Com isso, o setor registrou lucro líquido de R$ 22,3 milhões em jan./out. de 2016. A rentabilidade do patrimônio líquido subiu de 3,0% em jan./out. de 2015 para 3,9% em jan./out. 2016.

 

 Índices de desempenho das empresas de capitalização

Os custos de aquisição das empresas de capitalização tiveram queda de 23,0% entre jan./out. de 2015 e jan./out. de 2016. As despesas administrativas subiram 3,4% no mesmo período de comparação. O resultado financeiro subiu 24,6% e o resultado patrimonial 11,4%. O lucro agregado do setor teve alta de 6,6%, seguindo direção oposta do faturamento, que teve queda de 2,1%. A rentabilidade do patrimônio líquido subiu de 45,0% em jan./out. de 2015 para 51,9 % em jan./out. de 2016.

 

 Índice de desempenho das resseguradoras locais (dados de jan./set.):

Os prêmios de resseguro das resseguradoras locais tiveram alta de 5,2% entre jan./set. de 2015 e jan./set. de 2016. A sinistralidade caiu no mesmo período de comparação, de 82,9% para 75,7%. O índice combinado teve recuo, de 102,6% em jan./set. 2015 para 101,3% em jan./set. de 2016.

O resultado financeiro teve recuo de 0,8%. Desse modo, o lucro das resseguradoras  locais passou de R$ 660 milhões em jan./set. 2015 para R$ 663 milhões em jan./set. de 2016. A rentabilidade do patrimônio líquido apresentou queda, saindo de 14,7% em jan./set. 2015 para 13,6% no mesmo período de 2016.

Os prêmios de resseguros do mercado brasileiro (auferidos pelas locais, admitidas e eventuais) tiveram queda de 3,6% entre jan./set. 2015 e jan./set. 2016. Com isso, a retenção geral de prêmios no mercado de seguros manteve-se no patamar de 90,2%.

 

 

 

 Provisões do mercado segurador regulado pela SUSEP

Em out. de 2016, as provisões do mercado segurador regulado pela SUSEP atingiram R$ 755,1bilhões, com crescimento de 19,5% sobre out. de 2015. O destaque de alta foram as provisões de longo prazo de seguros de vida com cobertura de sobrevivência, (+37,1%) e as provisões de seguros, exceto os VG’s, com +12,2%.

As provisões das empresas de capitalização caíram 4,5% e as das EAPP subiram 7,3% em relação ao mesmo mês de 2015.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Provisões das seguradoras versus poupança financeira

As provisões das seguradoras atingiram 12,5% do saldo da poupança financeira em set 2016, mostrando acréscimo de 6,9% sobre a mesma variável em set. 2015, o que atesta a crescente importância do mercado de seguros no sistema financeiro nacional.

  

 

 

 

 

 

 

 

Ativos garantidores das seguradoras reguladas pela SUSEP

 

As aplicações dos ativos garantidores das provisões continuam fortemente concentradas em cotas de fundos de investimento e em títulos de renda fixa. As aplicações de curto prazo (ativo circulante) cresceram 19,7% entre out. 2015 e out. 2016 e as de longo prazo (ativo não circulante) de 19,8%. No primeiro caso, chama à atenção a queda nas aplicações em títulos de renda fixa de 15,6% e a alta de 21,3% das quotas de fundos de investimentos e, no segundo caso, a alta de 13,2% nas aplicações em títulos de renda fixa e a alta de 29,8% das quotas em fundos de investimentos.