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Mercado de seguros regulados pela SUSEP: desempenho em jan./dez. de 2016

Faturamento e desempenho

201620152014 2013 2012

Arrecadação:

Segundo a SUSEP, em jan./dez. de 2016, o faturamento do mercado de seguros regulado pela autarquia atingiu R$ 239,3 bilhões, o que representou aumento nominal de 9,3% sobre o volume no mesmo período de 2015.

Dado que a inflação média acumulada em 2016 (IPCA) em relação à média acumulada em 2015 foi de 8,7%, infere-se que houve acréscimo real da arrecadação de 0,5%. Tal desempenho foi marcadamente diferenciado entre os grandes grupos – produtos de acumulação, produto de risco em seguros de pessoas, seguros gerais e capitalização.

A arrecadação bruta de produtos de acumulação mostrou, em jan./dez. de 2016, alta de 18,7% sobre jan./dez. de 2015, sendo de se destacar o desempenho das contribuições do VGBL individual, que subiram 22,5% no mesmo período. As contribuições ao PGBL e a planos tradicionais tiveram variação de -0,8% e de -6,4%, respectivamente no período.

Os prêmios de seguros de vida individual, vida coletivo e prestamista tiveram variações de 26,7%, 2,2% e -6,5% nesta ordem. Assim, os produtos de risco do ramo vida tiveram alta da receita de 4,6% em jan./dez. de 2016 sobre jan./dez. de 2015, abaixo da expansão dos produtos de acumulação.

Em termos reais (ou seja, extraindo-se o efeito inflacionário), observa-se que a arrecadação dos seguros de pessoas/ produtos de risco caiu 3,8% em relação ao mesmo período 2015 enquanto a de seguros de pessoas / produtos de acumulação subiu 9,2%.

A arrecadação de prêmios de seguros gerais cresceu apenas 1,2% em jan./dez. de 2016 sobre jan./dez. de 2015 em função do fraco desempenho da economia. Assim, em termos reais, tal arrecadação mostrou decréscimo de 7,0%.

Dentro desse grupo, o faturamento do ramo mais importante - seguro de automóveis – caiu 2,4% sobre jan./dez. de 2015 e o do seguro patrimonial, alta de 1,1%, em jan./dez. de 2016 sobre jan./dez. de 2015. Em termos reais, as variações foram, respectivamente, de -10,2% e -7,0%.

A receita das empresas de capitalização caiu 1,7% em jan./dez. de 2016 contra jan./dez. de 2015 em termos nominais.

 

 

Sinistralidade e despesas de comercialização dos seguros privados regulados pela SUSEP:

A sinistralidade do mercado de seguros teve recuo entre jan./dez. de 2015 e jan./dez. de 2016. No total do mercado, a sinistralidade foi de 51,5% para 49,0% nos períodos de comparação. O índice de despesas de comercialização teve alta de 0,4 ponto percentual no mesmo período de comparação.

No grupo de seguros de pessoas, exceto VGBL, a variável subiu, passando de 31,1% em jan./dez. de 2015 para 32,9% em jan./dez. de 2016, portanto, alta de 1,8 ponto percentual. O índice de despesas de comercialização (IDC), exceto VGBL, também cresceu com alta de 1,7 pontoo percentual no mesmo período de comparação.

No grupo de seguros gerais, a sinistralidade caiu de 59,6% em jan./dez. de 2015 para 55,4% em jan./dez. de 2016. O índice de despesas de comercialização (IDC) manteve-se no patamar de 20,3% entre esses dois períodos.

 

 

Demais índices de desempenho das seguradoras reguladas pela SUSEP:

No conjunto das seguradoras, o resultado das operações com produtos de risco mostrou alta de 0,4% entre jan./dez. de 2015 e jan./dez. de 2016. Nas operações com previdência, as receitas de contribuições e prêmios, líquidas de resgates, subiram 27,4% no mesmo período de comparação, passando de R$ 1,26 bilhão para R$ 1,60 bilhão, e as rendas com taxas de gestão aumentaram 17,7%. Com isso, o resultado com previdência caiu 16,4%, passando de R$ 4,60 bilhões em jan./dez. de 2015 para R$ 3,85 bilhões em jan./dez. de 2016.

As despesas administrativas tiveram crescimento de 3,7% entre jan./dez. de 2015 e jan./dez. de 2016, portanto, abaixo da inflação. O resultado financeiro mostrou alta de 4,3% e o resultado patrimonial caiu 13,7%. Com isso, o lucro agregado do setor teve queda de 11,6% em termos nominais e, dada a inflação média de 8,7% no período (IPCA), queda real de 18,7%.

O patrimônio líquido médio das seguradoras entre janeiro e dezembro de 2016 subiu 1,8% em relação ao mesmo período de 2015. Assim, a rentabilidade anualizada do patrimônio líquido das seguradoras caiu, passando de 25,8% em jan./dez. de 2015 para 22,4% em jan./dez. de 2016.

O gráfico 1 abaixo mostra a evolução, em termos reais, do resultado financeiro do conjunto das seguradoras, do resultado patrimonial e do lucro líquido, todos acumulados em 12 meses. O gráfico 2 mostra a taxa de retorno do património líquido dessas empresas, também do acumulado em 12 meses.

 

 

 

 

 

Índices de desempenho das EAPC’s:

Nas EAPC’s, a receita com prêmios de seguros e contribuições a planos de aposentadora caiu 5,9%, os custos de aquisição tiveram decréscimo de 50,0% e as despesas administrativas caíram 14,7%, entre jan./dez. de 2015 e jan./dez. de 2016.

Já, o resultado financeiro foi positivo em jan./dez. de 2016. O resultado patrimonial que era negativo em jan./dez. de 2015 foi para pouco mais de R$ 3,2 milhões em jan./dez. de 2016. Com isso, o setor registrou lucro líquido de R$ 3,6 milhões em jan./dez. de 2016. A rentabilidade do patrimônio líquido que era negativa em jan./dez. de 2015 foi de 0,5% em jan./dez. 2016.

 

 Índices de desempenho das empresas de capitalização

Os custos de aquisição das empresas de capitalização tiveram queda de 26,6% entre jan./dez. de 2015 e jan./dez. de 2016. As despesas administrativas caíram 0,8% no mesmo período de comparação. O resultado financeiro subiu 11,2% e o resultado patrimonial 10,8%. O lucro agregado do setor teve queda de 1,1%, seguindo mesma direção do faturamento, que teve queda de 1,7%. A rentabilidade do patrimônio líquido subiu de 46,4% em jan./dez. de 2015 para 48,0 % em jan./dez. de 2016.

 

 

 Índice de desempenho das resseguradoras locais (dados de jan./nov.):

Os prêmios de resseguro das resseguradoras locais tiveram alta de 4,0% entre jan./nov. de 2015 e jan./nov. de 2016. A sinistralidade caiu no mesmo período de comparação, de 92,1% para 71,3%. O índice combinado teve recuo, de 101,3% em jan./nov. 2015 para 97,8% em jan./nov. de 2016.

O resultado financeiro teve recuo de 1,3%. Desse modo, o lucro das resseguradoras  locais passou de R$ 860 milhões em jan./nov. 2015 para R$ 942 milhões em jan./nov. de 2016. A rentabilidade do patrimônio líquido vario de 15,5% em jan./nov. 2015 para 15,7% em jan./nov. de 2016.

Os prêmios de resseguros do mercado brasileiro (auferidos pelas locais, admitidas e eventuais) tiveram alta de 1,0% entre jan./nov. 2015 e jan./nov. 2016. Com isso, a retenção geral de prêmios no mercado de seguros manteve-se no patamar de 89,8%.

 

 

 Provisões do mercado segurador regulado pela SUSEP

Em dez. de 2016, as provisões do mercado segurador regulado pela SUSEP atingiram R$ 785,0 bilhões, com crescimento de 19,3% sobre dez. de 2015. O destaque de alta foram as provisões de longo prazo de seguros de vida com cobertura de sobrevivência, (+30,3%) e as provisões de seguros, exceto os VG’s, com +18,3%.

As provisões das empresas de capitalização caíram 5,3% e as das EAPP subiram 4,9% em relação ao mesmo mês de 2015.

 

 

Provisões das seguradoras versus poupança financeira

As provisões das seguradoras atingiram 12,7% do saldo da poupança financeira em nov. 2016, mostrando acréscimo de 7,5% sobre a mesma variável em nov. 2015, o que atesta a crescente importância do mercado de seguros no sistema financeiro nacional.

 

 

Ativos garantidores das seguradoras reguladas pela SUSEP

As aplicações dos ativos garantidores das provisões continuam fortemente concentradas em cotas de fundos de investimento e em títulos de renda fixa. As aplicações de curto prazo (ativo circulante) cresceram 22,9% entre dez. 2015 e dez. 2016 e as de longo prazo (ativo não circulante) de 5,8%. No primeiro caso, chama à atenção a queda nas aplicações em títulos de renda fixa de 12,3% e a alta de 24,5% das quotas de fundos de investimentos e, no segundo caso, a alta de 8,4% nas aplicações em títulos de renda fixa e a alta de 2,6% das quotas em fundos de investimentos.